Portada

Numero 10

Fevereiro 2017

Isla Mauricio

Isla Mauricio

O sonho do aventureiro

A costa branca da Alemanha

Praias

Na terra do frio extremo

Aventura

O caminho mais longo do mundo

Em família

Sumario

Magazine

resumo

resumo

Numero 10

Isla Mauricio

O sonho do aventureiro

Disfarçada de Caraíbas do Índico, com águas turquesa e praias de areia coralina, a Ilha Maurícia esconde a promessa de várias aventuras.

Kathrin Ernest

“A Ilha Maurícia é o oposto da vida apressada”

A instrutora de kitesurf Kathrin Ernest revela os melhores lugares para praticar desportos náuticos na Ilha Maurícia, um dos spots preferidos dos desportistas no Oceano Índico.

Praias

A costa branca da Alemanha

Rügen, a maior ilha do país germânico, esconde um extenso litoral com vista para o Báltico e que foi inspiração de artistas e refúgio de personalidades ilustres.

Exótico

Lalibela: a Jerusalém etíope

Nas montanhas de Lasta esconde-se a cidade monástica de Lalibela, cujos templos foram esculpidos em rocha vulcânica com a finalidade de simular a Terra Santa em solo africano. 

Em família

O caminho mais longo do mundo

Os 24 mil quilómetros do caminho The Great Trail atravessam o Canadá de uma ponta à outra e transformam o país num parque de aventuras.

48 horas em

Seul, o laboratório da moda

Em Seul pode fazer o normal: visitar museus e ir a um jjimjilbang. Ou então imitar os outros e deixar-se levar pelo hallyu, a onda coreana.

Aventura

Na terra do frio extremo

A este da Sibéria os termómetros costumam rondar os 50°C negativos. Uma estepe branca onde sobrevivem aldeias como Oymyakon, a mais fria do mundo.

Top 6A

Templos do #foodporn

Gelados a derreterem-se lentamente e hambúrgueres de quatro andares a tornarem-se os reis do Instagram. A comida pode ser muito sexy.

Travelbeats

Aqui, estão à sua espera os hotéis e os restaurantes da moda, as galerias mais inovadoras, novas aberturas e os lugares mais it do planeta.

Bazar

Vai viajar? Antes de fechar a mala, assegure-se de que não se esqueceu das nossas sugestões essenciais.

Equipa

O Conteúdo da presente publicação digital (www.passenger6a.com) foi disponibilizado pela CENTRO DE INFORMACIÓN TURÍSTICA FEED BACK S.L., com sede na C/ Santiago Bernabeu, 10, 3º - B, Madrid 28036 e CIF B-82065137 (doravante, “TRAVELVIEW”). 

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Jorge Martín

Diretor Editorial

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Diretor de arte

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Projeto

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Chefe de Redação

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Editor de Conteúdos Internacionais

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Responsável comercia- Europa

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De vendas

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Gestor de Projeto

Sergio Cieza, Natalia García, Roberto González, Miguel Ángel Cárdenas

Programadores

Reportaje - Mauricio

Magazine

Destino

Ilha Maurícia

O sonho do aventureiro

Texto:

Guadalupe Rodríguez

Kreativa Visual y Shutterstock

Kreativa Visual

Disfarçada de Caraíbas do Índico, com águas turquesa e praias de areia coralina, a Ilha Maurícia esconde a promessa de várias aventuras.\n

Q

uando os holandeses assentaram na Ilha Maurícia, em 1598, pensaram que tinham encontrado o Éden. Pode ser discutível que uma ilha formada após um inferno vulcânico corresponda à imagem de um paraíso bíblico, mas corresponde, sim, à de um paraíso de férias.\n

Vários barcos partem da baía de Tamarin ou de Le Morne para nadar com os golfinhos.

Destino tradicional de lua de mel pelas suas areias brancas, águas azuis e resorts luxuosos, a Ilha Maurícia possui uma oferta de turismo ativo, pelo que satisfaz tanto um aventureiro de emoções como um caçador de sol.

No limitado espaço de 65 quilómetros de norte a sul e de 45 quilómetros de este a oeste existe tal variedade de paisagens, climas, orografias, flora e fauna, que torna a Ilha Maurícia num destino privilegiado. Tanto que nem sequer há animais perigosos: as espécies de serpentes que podemos encontrar não são venenosas e a barreira de coral em redor da ilha impede a passagem de tubarões e medusas para as águas tépidas que banham as praias prístinas de Trou aux Biches, La Cuvette, Mont Choisy, Péreybère, Grand Bay ou Flic-en-Flac.\n

A antiga aldeia de pescadores de Tamarin Bay, a oeste da ilha, é um spot muito popular entre os surfistas, por causa das suas ondas.

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Trocámos os chinelos de praia pelas botas de montanha para tirar o máximo partido de tudo aquilo que a Maurícia nos pode oferecer. Não é possível permanecer simplesmente sentado, admirando a beleza das cataratas de Chamarel ou de Gran Bassin, quando podemos fazer canyoning no Parque Nacional Black River Gorges. A rota de caminhada Maccabee, que também é nome de um famoso miradouro, conduz ao cume mais alto da ilha, a 830 metros de altitude, de onde se pode observar a paisagem de floresta, escarpas e cataratas do parque. Mas esse não é o único cume para escalar na Maurícia, seja a pé, a cavalo, em moto-quatro ou em 4x4. O passado pirata da ilha, em frente às costas de Madagáscar, pode ser vislumbrado do pico do Guarda-costas ou do pico das Três Tetas.\n

Com 83 metros de altura, as cataratas de Chamarel são as mais altas da ilha.

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Chá com rum

As plantações de cana-de-açúcar cobrem toda a ilha, enquanto nas montanhas do interior cresce o chá que, com o rum de cana, é exportado para todo o mundo. A elegância da arquitetura colonial do século XIX das plantações de St. Aubin, rodeada de flores de baunilha, e de Domaine des Aubineaux, bem como do Château de Labourdonnais, com a sua destilaria de rum, e as vistas sobre os campos de chá em redor da lagoa do restaurante da fábrica de chá de Bois Cheri, são o ambiente idílico de uma visita que permite conhecer melhor a elaboração destes produtos.\n

O caminho Moka, que sobe desde a aldeia de La Laura até ao cume de Le Pouce, oferece uma vista fabulosa de Port Louis, a capital. Mas temos de descer para desfrutar do ambiente, das compras e da comida do seu buliçoso mercado e da zona do porto. Para conhecer o colorido templo hindu de Ganga Talao e a sua estátua de Shiva, com 33 metros de altura, que se esconde no lago formado na cratera de um vulcão, há que seguir a rota dos peregrinos de Grand Bassin. Outra das rotas de montanha imperdíveis ascende ao cume de Le Morne Brabant, uma rocha basáltica com mais de 500 metros, situada numa península a sudoeste da ilha.\n

Do seu topo é possível ver parte dos 330 quilómetros de praias de areia que rodeiam a ilha. Os aventureiros que procuram a emoção no mar dispõem na área de Grand Baie, por exemplo, de numerosas oportunidades para usufruir de parasailing ou kitesurf. Sob as águas ricas em vida submarina das lagoas, que formam a barreira de coral, a emoção está a bordo de submarinos, scooters submersíveis, para uma ou duas pessoas, e passeios pelo fundo do mar com escafandro.

Se a procura do dodó, o desaparecido pássaro não voador autóctone, seria infrutífera, já avistar golfinhos ou baleias não é o unicórnio das viagens à Maurícia. Vários barcos partem da baía de Tamarin ou de Le Morne para nadar com os golfinhos. Também é possível praticar pesca de alto-mar em barcos equipados para esta modalidade e tentar apanhar um atum, um espadarte ou um tubarão. As opções mais tranquilas para navegar são as excursões em lancha rápida, ferryboat ou catamarã, às ilhas Des Deux Cocos, Aux Cerfs ou Aux Aigrettes, no Parque Nacional Submarino de Blue Bay, a este da ilha. O dodó pode ter desaparecido, mas o prazer de explorar a Maurícia ainda não está extinto.\n

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Tartarugas gigantes

Além do dodó e de alguns répteis, as tartarugas autóctones da Maurício extinguiram-se com a chegada dos colonos e de outros animais. Mas Charles Darwin propôs a reintrodução de tartarugas gigantes provenientes das Seychelles. Atualmente podem ser vistas e tocadas na reserva natural de Îlle aux Aigrettes e no parque La Vanille Réserve des Mascareignes. Com elas convivem 23 mil espécies de insetos, macacos, veados e uns 2000 crocodilos do Nilo. Não é possível tocar nos crocodilos, mas é possível comê-los. O restaurante Hungry Crocodile serve esta carne com molho de baunilha, em hambúrguer, com caril, etc.\n

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A cratera de Trou aux Cerfs, em Curepipe, pertence a um vulcão adormecido que pode acordar a qualquer momento.

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Entrevista

Magazine

Entrevista

“A Ilha Maurícia é o oposto da vida apressada”

Passageiro do mês

Kathrin Ernest

A instrutora de kitesurf Kathrin Ernest revela os melhores lugares para praticar desportos náuticos na Ilha Maurícia, um dos spots preferidos dos desportistas no Oceano Índico.\n

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Kathrin Ernest dá aulas de kitesurf ao lado do C Beach Club do Heritage Le Telfair Golf & Spa Resort.

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Porque decidiste mudar-te para a Ilha Maurícia?\n

A Maurícia é uma pérola no Oceano Índico. Uma ilha verde, tranquila e pequena, onde convivem muitas culturas num pequeno espaço, mas sem nunca estar superlotada. Se a compararmos com a vida apressada de uma grande cidade alemã, é exatamente o contrário e é disso que eu gosto.\n

Há boas condições para a prática de desportos aquáticos?\n

A água é tépida durante todo o ano. Nunca desce dos 22º. Em dezembro chega aos 26º ou 28º. O vento costuma ser constante, inclusivamente forte durante alguns meses. Mesmo sem vento é possível praticar vários desportos durante todo o ano. Os mais habituais são o kitesurf, surf, windsurf, snorkel, mergulho e pesca.


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Diz-se que o kitesurf, que se pratica com um kite (papagaio) e uma prancha de surf, é o desporto radical mais acessível. Pode ser praticado por turistas sem experiência ou é necessário ter-se alguma forma física?


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Todas as pessoas o podem praticar. Desde crianças com 6 anos até adultos com mais de 70. É para todos, porque requer mais técnica do que força. Há arneses e kites adequados ao peso e ao tamanho de cada pessoa. Na Maurícia existem as condições ideais para praticar wavekite em mar aberto, para além dos recifes. Mas os principiantes podem permanecer dentro da lagoa, separada do mar aberto pelos recifes, onde a profundidade da água é perfeita e nem sequer é preciso usar um fato de neopreno. É bom para todos. Devem vir e experimentar.\n

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Ginasta desde a adolescência e globe-trotter (trabalhou nos Estados Unidos da América, Grécia, Austrália, Espanha, Holanda e Egito) antes de estudar desporto na Universidade de Colónia, a alemã Kathrin Ernest deu o seu grande salto quando decidiu assentar na Ilha Maurícia. Ali criou uma família e uma empresa, a KiteGlobing, em Bel Ombre, e é também ali que pode praticar todos os dias uma das suas maiores paixões: o kitesurf.
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Que partes da ilha são as mais adequadas para se praticar desportos aquáticos?\n

Para os desportos que precisam de vento, o sudoeste durante todo o ano e a costa este no inverno austral. Para praticar surf e mergulho, Tamarin e a costa oeste; enquanto a costa este, em redor de Palmar e Belle Mare, é muito bonita para se fazer snorkel e mergulho.\n

Gostas de explorar a ilha?\n

Já vi muito, mas regresso sempre ao sul, porque tem paisagens naturais bastante belas e variadas, desde as plantações de cana-de-açúcar até ao mar e às montanhas que podemos escalar para conseguirmos uma fantástica vista. Também gosto de conduzir pela costa este, descer de Palmar para o sul.


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Qual é a atração mais subvalorizada da Ilha Maurícia?\n

Recomendo a quem vier que experimente a comida. Será sempre ótima, quer seja numa banca de rua, quer seja num bom restaurante.\n

O que recomendas aos visitantes da Maurícia?\n

Há muitas razões para visitar esta ilha: ir à praia, subir às montanhas, visitar os mercados de Port Louis, os templos e as restantes atrações, como Chamarel. Recomendo todos os desportos aquáticos, como o kitesurf, surf, viagens de mergulho ou excursões para ver os golfinhos. Que não tenham medo de falar com as pessoas nas aldeias. Viajar com crianças também é muito seguro.\n

Playas

Magazine

Praias

A costa branca da Alemanha

Rügen, a maior ilha do país germânico, esconde um extenso litoral com vista para o Báltico e que foi inspiração de artistas e refúgio de personalidades ilustres.\n

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Termas fantasma

Uma das maiores construções da Alemanha nazi encontra-se em Prora. Um complexo de férias que nunca alojou turistas (o projeto terminou com a II Guerra Mundial) mas que recebeu o grande prémio de arquitetura na Exposição Universal de 1937. Abandonado à sua sorte, espera um plano de reabilitação.\n

S

tubbenkammer era um dos lugares preferidos de Caspar David Friedrich. O pintor alemão imortalizou nos seus quadros as paisagens desta zona da ilha de Rügen. “A arte verdadeira é concebida num momento sagrado e nutrida numa hora abençoada, ou cria um impulso interior, frequentemente sem que o artista seja consciente disso”, disse Friedrich. Essa hora de inspiração apoderou-se do artista, em mais do que uma ocasião, quando pintava na ilha de Rügen. A obra mais famosa desta série é Os Penhascos de Rügen, assinada em 1818. Reflete a particularidade pela qual é conhecida esta costa: o branco quase impoluto das suas rochas.

Friedrich não é o único nome ilustre associado a Rügen. Cientistas como Einstein, políticos como Bismarck e escritores como Thomas Mann chegaram aos centros turísticos da maior ilha da Alemanha (974 km2). No século XIX e princípios do XX era destino habitual para a classe alta alemã e as suas termas a atração principal. Algumas continuam em funcionamento, assim como o Rasende Roland, um comboio que liga as localidades costeiras da região, a apenas 30 km/hora, pois a via-férrea, com mais de um século de antiguidade, não permite maiores velocidades.\n

Das cidades termais que povoam Rügen, Putbus é a mais antiga. O seu melhor cartão-de-visita é a arquitetura classicista, senhorial. A este de Putbus encontra-se Binz, onde está outra das joias de Rügen: o pavilhão de caça Granitz. Foi construído no ponto mais alto do sudeste da ilha e a sua peça central é a escada de caracol, com 154 degraus. A uns 14 km de Binz fica Sellin, conhecido pelo cais (outro dos ícones da costa). Muito deteriorado pelas inclemências do tempo, em 1998 foi reconstruído a partir do projeto histórico de 1927. A ponte que conduz ao cais mede 394 m e no seu interior existe um restaurante.

Nos 574 km de costa da ilha de Rügen existem 60 de praias de areia fina e 27 de praias naturais. Para conhecê-las de outra perspetiva, uma boa alternativa é o veleiro. Outra alternativa é percorrer, de bicicleta ou a pé, as várias áreas protegidas da ilha: o Parque Nacional de Jamunda, o Parque Nacional Vorpommersche Boddenlandschaft e Southeast Rügen (Reserva da Biosfera). Para ir sobre rodas, a via cicloturística de Hamburgo-Rügen é a opção mais popular, embora haja outros trajetos pela costa, sempre com o Báltico como pano de fundo. Para quem prefere uma excursão a pé, o Parque Nacional de Jasmund tem um percurso de 8,5 km, que passa junto ao penhasco. O mesmo penhasco branco que fascinou e inspirou Friedrich.\n

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Foto: © Störtebeker

Além do festival, em Störtebeker há uma demonstração de voo de aves.

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Teatro ao ar livre

O festival Störtebeker dá o toque festivo aos verões em Rügen. Trata-se do evento de teatro ao ar livre com maior êxito na Alemanha (100 000 espetadores por ano). A produção para esta temporada é Auf Leben und Tod e estará em cartaz até 3 de setembro.\n

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Exótico

Magazine

Exótico

Lalibela: a Jerusalém etíope

Nas montanhas de Lasta esconde-se a cidade monástica de Lalibela, cujos templos foram esculpidos em rocha vulcânica com a finalidade de simular a Terra Santa em solo africano.

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m eremita de pele escura, envergando uma túnica branca, de Bíblia na mão, emerge de uma gruta avermelhada escavada na montanha. Amanhece no norte da Etiópia e o anacoreta prepara-se para estudar os textos sagrados com o calor dos primeiros raios de sol. Ao fundo ecoam cânticos religiosos.
Nas 11 igrejas de Lalibela dezenas de sacerdotes celebram diariamente os seus ritos ortodoxos, diante de centenas de fiéis devotos que, após permanecerem prostrados durante a cerimónia, abraçam as colunas e beijam as paredes. Estes templos da Lalibela, um conjunto monástico situado a 340 km a norte da capital, Addis Abeba, foram esculpidos diretamente na rocha da montanha, abaixo do nível do solo.\n

Foto: Anton_Ivanov / Shutterstock.com

O rei Lalibela foi canonizado pela igreja etíope.

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O lugar é tão incrível que o sacerdote português Francisco Álvares, que o visitou em 1521, não se atreveu a descrever a sua grandiosidade com medo que não acreditassem nele. No seu relato Verdadeira Informação das Terras do Preste João das Índias escreveu: “Cansava-me escrever mais sobre estas maravilhas, pois parecia-me que me acusariam de falsidade…”.

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As igrejas parecem “brotar” da pedra e a sua construção permanece um mistério

Este território sagrado da cristandade ortodoxa etíope foi concebido pelo rei Gebre Mesqel, “Lalibela”, como uma representação simbólica de Palestina, em resposta à sua tomada pelos muçulmanos. Encastrados a 2630 m de altitude e com mais de 10 m de altura, os templos foram cinzelados na rocha das montanhas por volta do ano 1200.\n

Foto: Aleksandra H. Kossowska / Shutterstock.com

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Foto: : Pascal Rateau / Shutterstock

Os templos estão erguidos sem argamassa, tal como outros monumentos antigos, cuja construção é um mistério.

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O Canal de Yordanos, cavado na rocha como o resto da cidade monástica, divide Lalibela em dois conjuntos de igrejas, tal como o Rio Jordão divide Jerusalém. Na parte norte destaca-se a maior igreja monolítica do planeta, Biete Medhani Alem: A Casa do Salvador do Mundo”. Trata-se de uma reprodução da catedral de Santa Maria de Sião, que se encontrava na capital religiosa etíope, Aksum, e que foi destruída em 1535 pelos invasores muçulmanos. Quem se aproxima de Lalibela não vê nada até se encontrar literalmente sobre os monumentos. As igrejas parecem “brotar” diretamente da pedra, à qual permanecem unidas pela base ou por um ou mais laterais, sempre sob o nível do solo. Ainda com mais profundidade, por baixo dos templos, um escuro labirinto de passadiços, túneis e grutas liga entre si dez das 11 igrejas.\n

O batismo de toda uma igreja

O dia grande de Lalibela é a 19 de janeiro, quando a igreja etíope celebra o Timkat, a epifania, que comemora o batismo de Jesus no rio Jordão. Milhares de peregrinos vestidos de branco vêm à festa e participam num batismo coletivo entre os monumentos avermelhados e os cânticos litúrgicos.\n

Foto: Anton_Ivanov / Shutterstock.com

O facto de as igrejas estarem “escondidas” sob o nível do solo poderia ser para evitar invasões muçulmanas, frequentes na época.

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As pinturas que cobriam algumas paredes já estão praticamente invisíveis, ao contrário das fissuras evidentes. Ao entrar nas igrejas os peregrinos deparam-se com muros nus e espaços lúgubres, iluminados ocasionalmente pelo bruxuleio de uma vela que algum sacerdote estudioso da Bíblia sustém. O processo de construção de Lalibela permanece um mistério. “Esvaziar” a montanha até 10 m de profundidade, deixando enormes blocos de pé, depois talhá-los e cinzelá-los não é tarefa fácil, muito menos no século XII. A lenda assegura que os anjos ajudaram: durante o dia trabalhavam lado a lado com os obreiros, presumivelmente escravos, e à noite realizavam o dobro do trabalho feito durante a jornada.

Talvez a existência dos anjos tenha sido também um dos “detalhes” que o sacerdote guardou para si quando se referiu a esta Jerusalém africana, por medo de ser considerado mentiroso.\n

Foto / Shutterstock

Os templos estão erguidos sem argamassa, tal como outros monumentos antigos, cuja construção é um mistério.

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A Cruz de Lalibela

Feita com 7 kg de ouro maciço é a relíquia mais apreciada da Etiópia e está guardada em Biete Medhani Alem. Em 1997 foi roubada e a população “batia no peito e arrancava o cabelo” devido à dor da perda. Anos mais tarde apareceu na bagagem de um comerciante de arte.\n

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En familia

Magazine

Em familila

O caminho mais longo do mundo

Os 24 mil quilómetros do caminho The Great Trail atravessam o Canadá de uma ponta à outra e transformam o país num parque de aventuras.\n

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aisagens urbanas, montanhosas, marítimas ou desérticas; percursos de bicicleta, a pé, a esquiar, com moto de neve ou a remo. No The Great Trail a variedade é total. Este caminho recreativo é o mais longo do mundo e será inaugurado, durante este ano, para comemorar o 150.º aniversário da fundação da Confederação do Canadá.

aisagens urbanas, montanhosas, marítimas ou desérticas; percursos de bicicleta, a pé, a esquiar, com moto de neve ou a remo. No The Great Trail a variedade é total. Este caminho recreativo é o mais longo do mundo e será inaugurado, durante este ano, para comemorar o 150.º aniversário da fundação da Confederação do Canadá.\n

Em 2015, a cineasta Dianne Whelan embarcou numa aventura profissional e pessoal. Com a ideia de produzir um documentário e escrever um livro sobre a sua experiência começou a percorrer The Great Trail, com horários e etapas definidas. Mas depressa mudou de ideias, colocando de lado “essa carga” e centrando-se “no momento”. Um ano depois continua a caminhar e ainda não completou o seu objetivo inicial, porque aprendeu que “o The Great Trail não é para conquistar, mas sim para explorar”.\n

Uma aplicação para desfrutar do caminho

The Great Trail dispõe de uma aplicação móvel realmente útil para os viajantes. Oferece mapas, pontos de acesso às rotas, a possibilidade de medir distâncias e desníveis, informação atualizada sobre o estado das pistas, etc. Também permite carregar fotografias e seguir a atividade e o percurso realizados.\n

O caminho formou-se ligando quase 500 percursos já existentes: desde pistas para bicicleta, até rotas para caminhadas. Foram construídos troços novos, para serem unidos aos existentes, e foram recuperadas velhas ferrovias em desuso e estradas secundárias. Quando o caminho estiver terminado, o troço mais longo pertencerá à província de Ontário.

Se “qualquer paisagem é um estado de espírito”, como dizia o escritor Henri-Frédéric Amiel, The Great Trail tem-nos todos. Liga 15 mil comunidades, atravessa o país de este a oeste e adentra-se pelo norte, na zona de Yukon. Passa pelas principais cidades, como Vancouver, Edmonton, Calgary, Toronto e Otawa; circunda Parques Nacionais, como Banff e Wood Buffalo e cruza superfícies aquáticas, como o Lago Superior ou o estreito de Georgia. Na verdade, 26% do caminho é líquido e por isso o remo e as motos de água são duas das seis atividades com grande destaque durante este percurso.

Além das atividades aquáticas, as outras quatro modalidades disponíveis para percorrer The Great Trail são o ciclismo, a caminhada, a equitação e o esqui de fundo. Dada a sua extensão não foi projetado para ser percorrido de uma só vez, sobretudo se levarmos crianças. O ideal é ir completando troços em função do tempo, das necessidades e das preferências dos viajantes.\n

Os donativos particulares dos canadianos foram um impulso fundamental para chegar a tempo para o 150.º aniversário.

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O itinerário mais foodie

Os amantes da boa comida encontrarão no Valle Cowichan, a norte de Victoria, uma rota de prazeres sensoriais. Ao percorrer o The Great Trail nesta zona poderão caminhar ou pedalar entre quintas e vinhas, parando para participar num curso de fabrico de queijos ou numa prova de vinho.\n

A maioria dos troços dispõe de serviços, como casas de banho, água, parques de campismo próximos e postos de informação.

Existem itinerários predefinidos, como a Rota Verde do Quebeque, tão prático e colorido que é ideal para percorrer de bicicleta com os mais pequenos. Para famílias de caminhantes, a Rota do Legado de Banff é um caminho simples e com lugares onde pode parar e desfrutar de um piquenique. Se quiser aprender a remar, o Marina Trail, perto de Vancouver, é uma excelente opção no verão.

The Great Trail também aposta na conservação do ambiente e promove um estilo de vida ativo, aconselhável a qualquer tipo de viajante: “Não importam a idade, as crenças ou as paixões, porque há um caminho que nos une”.\n

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O caminho começa no Museu do Comboio da Costa, em São João da Terra Nova.

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48 horas

Magazine

48 horas em

Seul, o laboratório da moda

Em Seul pode fazer o normal: visitar museus e ir a um jjimjilbang. Ou então imitar os outros e deixar-se levar pelo hallyu, a onda coreana.\n

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China não teve outro remédio senão render-se à moda ditada pela sua vizinha do leste. Existe até uma palavra que nomeia a crescente influência da cultura sul-coreana a nível mundial: hallyu. A Coreia do Sul tornou-se a trendsetter asiática, referência da modernidade e da beleza. Franjas impossíveis, pele perfeita e acessórios atrativos, tanto neles como nelas. É o fascínio pela estética do país com maior número de operações plásticas per capita do mundo e onde a indústria cosmética gera milhares de milhões de dólares.

Esta obsessão muda-se também para a cidade. O Dongdaemun Design Plaza (DDP) é um dos exemplos mais claros da sua aposta em ser a mais moderna. O edifício, desenhado por Zaha Hadid e pelo estúdio coreano Samoo, foi inaugurado em 2014 como um complexo multicultural. A arte, a moda e as últimas tendências marcam encontro neste espaço futurista. Fica em Dongdaemun, a maior área comercial da Coreia do Sul, com mais de 25 centros comerciais e 30 mil lojas. Nele se realiza, duas vezes por ano, a Semana da Moda de Seul, em março e em outubro. Durante o resto do ano a passarela sai para a rua.
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Foto: KOREA.NET via VisualHunt / CC BY-SA

Os elementos da BIGBANG são considerados os reis do K-Pop.

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Foto: Alex Finch

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As mães do K-pop

O tour mais curioso permite conhecer os cafés e restaurantes geridos pelos familiares das estrelas. O restaurante italiano Viva Polo, por exemplo, pertence à mãe de Chan Yeol, membro da boysband EXO e todo o estabelecimento está decorado com posters do grupo.\n

Basta passear pelas ruas de Sinsa-dong para compreender porque os coreanos são os reis do street-style. A mais apelativa é a Garosu-gil, uma pequena avenida com menos de um quilómetro, ladeada por árvores ginkgo. Nela abundam os cafés, as boutiques e as galerias de arte. Além dos fashionistas, em busca do último objeto de desejo, quer seja uma fotografia para o Instagram no café da moda ou então uma bolsa vintage. Para a primeira temos de ir ao Banana Tree, onde as sobremesas são servidas em vasos fotogénicos. Para a segunda, o Simone Handbag Museum, um original edifício em forma de bolsa, que percorre a história deste acessório desde o ano de 1500.

O bairro de Sinsa-dong pertence ao distrito de Gangnam, o epicentro do luxo coreano, conhecido internacionalmente pela canção cativante de PSY. O seu Oppa Gangnam Style continua a ser o vídeo mais visto da história do YouTube, com mais de 2.663 milhões de visualizações, tornando-se um dos representantes máximos do hallyu a nível mundial. A “onda coreana” apoia-se principalmente no K-pop (música pop coreana) e nos K-dramas (telenovelas). Os artistas treinam quase como desportistas de elite antes de se lançarem no estrelato, por vezes desde os 9 anos. As empresas de entretenimento investem milhões a fabricar ídolos de massas. Têm de saber cantar, representar, dançar e até falar várias línguas, com o objetivo de triunfar noutros mercados, como o chinês ou o japonês.\n

Foto: Alex Finch

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Foto: Panom / Shutterstock.com

Como os protagonistas da K-drama My love from the star, os casais vão à N Seoul Tower para selar o seu amor com um cadeado.

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A agência Visit Seoul propõe vários percursos hallyu, que incluem os locais onde são filmadas as séries com maior sucesso ou os salões de beleza onde vão as celebrities. Também há espaço para lugares turísticos mais clássicos, como a N Seoul Tower, onde os protagonistas de My love from the star têm um encontro. A famosa série baseia-se na história de amor entre um extraterrestre e uma celebridade hallyu, cujo primeiro beijo ocorre no Ferry Crucero do Rio Hangang.

Para compreender verdadeiramente o fenómeno K-pop é preciso vivê-lo e em K-live propõem fazê-lo em 4D. Uma experiência única, que inclui fotografar-se com imagens em tamanho real dos ídolos sul-coreanos e usufruir da sua música num concerto… de hologramas. Ou seja, sempre no último grito.\n

O Samcheong-dong está a tornar-se o refúgio dos artistas e dos jovens. A sua veia criativa pode ser vista em galerias, como a Kukje Gallery, e nas montras dos cafés que inundam as ruas. Aqui encontramos a Bukchon Hanok Village, onde estão as casas tradicionais coreanas, algumas das quais são agora salões de chá e boutiques.\n

O próximo bairro da moda

A Coreia do Sul tornou-se a trendsetter asiática, referência da modernidade e da beleza.

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Aventura

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Na terra do frio extremo

A este da Sibéria os termómetros costumam rondar os 50°C negativos. Uma estepe branca onde sobrevivem aldeias como Oymyakon, a mais fria do mundo.
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R

eza a lenda que o inverno nasce nas mãos de Chyskhan, o homem do frio. Das suas mãos passa para as do Pai Natal, encarregado de espalhá-lo pela restante Europa. Ambos têm barbas brancas, mas Chyskhan anda muito mais abrigado. “Vive” na região habitada mais fria do planeta, na República da Iacútia (Sibéria). Por muito que várias aldeias lutem por esta honra, os 71,2ºC negativos registados em Oymyakon em 1924 tornaram-na merecedora do primeiro lugar do termómetro mundial (ou o último, dependendo da perspetiva). Situa-se a 750 metros acima do nível do mar, num vale, pelo que o ar que chega das montanhas “acampa” aqui e continua a arrefecer.\n

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Os peixes ficam congelados mal são pescados.

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Em Oymyakon a temperatura média situa-se entre os 42ºC e os 50ºC negativos no inverno. Um inverno que dura nove longos meses. Os mais rigorosos são dezembro e janeiro, quando a luz só marca presença durante três horas por dia. É então que as aulas são canceladas e as crianças ficam em casa. Mas só quando os termómetros - que são de álcool, porque os de mercúrio congelam - descem para os 52°C negativos. Antes de visitar a região, Vladimir Putin foi advertido. Os carros devem ter vidros duplos. Ignorar esta recomendação pressupõe não conseguir percorrer mais do que alguns metros desde o aeroporto.\n

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Pequenos, peludos e sábios

Os cavalos da Iacútia (ou iacutos) sobrevivem à intempérie com uma pelagem espessa e abundante. Não medem mais de 1,5 metros, mas desenvolveram uma grande capacidade para localizar a vegetação sob a neve e assim conseguirem alimentar-se.\n

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Oymyakon es la región habitada más fría del planeta

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O fotógrafo neozelandês Amos Chapple, que captou o frio extremo com a sua máquina, descreve as suas sensações com surpresa: “Ocasionalmente a minha saliva congelava, transformando-se em agulhas que me picavam os lábios”. Chapple sentiu grandes dificuldades para que a câmara funcionasse corretamente com estas temperaturas. Os habitantes de Oymyakon têm uma folga em julho e agosto, com dias quentes que rondam os 20ºC e, com algum pico de calor, os 30ºC.

A cerca de 7000 km de Moscovo e a dois dias de automóvel da cidade mais próxima (Yakutsk), chegar a Oymyakon é uma proeza. Não como a de Amundsen para chegar ao Polo Sul, mas quase. Embora tenha uma pequena pista de aterragem (aberta apenas no verão), os poucos destemidos que a visitam têm de percorrer o último troço da viagem pela autoestrada Kolyma. Construída pelo governo estalinista, é conhecida como a “estrada dos ossos” por todos os homens, prisioneiros provenientes dos gulags, que sucumbiram durante a construção. De facto, os esqueletos foram utilizados como material para pavimentar a via.

Convém ir munido de provisões, com gasolina em abundância e alguns conhecimentos de mecânica. E não desligar o motor ao parar, pois a gasolina congela abaixo dos 45ºC negativos.\n

Foto: © Amos Chapple

Os habitantes desta região derretem enormes blocos de gelo para obter água para consumo.

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Os cavalos da Iacútia são objeto de estudo pela sua rápida adaptação ao frio.

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A aldeia não possui nenhum hotel, mas os seus habitantes (que não chegam a um milhar) são acolhedores e alguns dão abrigo aos visitantes. Caçam e pescam os seus próprios alimentos e muitos trabalham na criação de cavalos. Também se dedicam à agricultura, embora esta esteja limitada a algumas semanas por ano. O mesmo sucede com as vacas, que só dão leite no verão. O leite obtido é congelado para o resto do ano.

Durante os meses de frio as lareiras estão sempre acesas. E não existem muitas comodidades: não há água corrente porque a canalização estalaria com a congelação e as casas de banho são no exterior, resguardadas em casotas de madeira. Consequências de viver no lugar onde nasce o frio. Não obstante, os habitantes de Oymyakon orgulham-se disso com um cartaz comemorativo à entrada da aldeia. Cada aventureiro que consegue chegar aqui fica registado num documento que certifica ter visitado a aldeia mais fria do mundo. “Adaptar-se ou morrer”, já dizia Darwin.\n

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Foto: © Amos Chapple

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À margem do rio

Junto a Oymyakon passa o rio Indigirka, cujas águas termais não congelam totalmente. Na verdade, Oymyakon significa “água que não congela”. Aqui os locais vêm pescar e apanhar gelo. Como não têm água corrente aquecem grandes blocos de gelo para beber, cozinhar e lavar-se.\n

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Top 6A

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Templos do #foodporn

Gelados a derreterem-se lentamente e hambúrgueres de quatro andares a tornarem-se os reis do Instagram. A comida pode ser muito sexy.

Black Tap Craft Burgers & Beer (Nova Iorque, Estados Unidos ds América)

Nova Iorque é a rainha do #foodporn e esta cadeia detém a coroa com dois estabelecimentos no Soho e outro em Meatpacking. Embora os seus hambúrgueres sejam firmes candidatos a top-models do Instagram, a estrela são os seus batidos XXL. Biscoitos, algodão-doce, chupa-chupas e mais de um pacote de M&M’s espreitam do copo.

Wingmans (Londres, Reino Unido)

Com apenas um ano de vida, as suas asinhas extrassuculentas foram eleitas “as melhores do Reino Unido”, no Wing Fest. Este restaurante pop-up também colaborou com Gordon Ramsay e promete continuar a colher prémios com os seus molhos caseiros e os seus sides ao mais puro estilo americano.

Sweet Mandy B’s (Chicago, Estados Unidos da América)

As suas sobremesas old fashioned incluem tartes, bolachas caseiras e cupcakes. E delícias temporárias como Matza Nutella S’mores, que reinventa o tradicional doce americano, com chocolate, crackers e nuvens de rebuçados em versão extragrande. Confecionam bolos, por encomenda, para ocasiões especiais.

Ninja Bowl (Duxton Hill, Singapura)

Dentro do #foodporn, a comida healthy ocupa um lugar de honra. O abacate e o salmão costumam levar todos os likes, embora haja sempre espaço para novas tendências como as taças de poke, uma espécie de salada havaiana com peixe fresco, legumes e arroz que quer transformar-se no fast food da moda.

Duck & Waffles (Londres, Reino Unido)

Pequeno-almoço, brunch e sobremesas a qualquer hora do dia. Doces ou salgados, ou melhor, ambos. Desde polvo até fondant de chocolate, mas o melhor são os gofres, servidos com uma apresentação impecável. Outro extra: a vista. Está no 40º andar da Heron Tower, umas das torres mais altas de Londres.

The Ainsworth (Nova Iorque, Estados Unidos da América)

Um premio de 500 dólares para quem terminar três hambúrgueres de mac and cheese, uma porção de batatas fritas e um pickle de pepino. A criação mais fotogénica de The Ainsworth protagoniza este desafio, apesar de o menu estar recheado de joias como o Holy Sundae, com um crepe, várias bolas de gelado e um cone coroado por dois donuts.

Os reis absolutos

Especialistas em asinhas

Overdose de açúcar

Gastroluxúria asiática

Gula elegante

O desafio

Travelbeats

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Foto: J.B. Spector/Museum of Science and Industry, Chicago

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Monumentos feitos de LEGO

Mais de uma dezena de estruturas gigantes, construídas com legos, poderão ser vistas no Museu de Ciência e Indústria de Chicago, até ao próximo dia 3 de março. Entre elas destacam-se o Coliseu Romano, a Estação Espacial Internacional ou a ponte Golden Gate, com mais de 18 metros de comprimento. Além de poderem admirar estas obras, os visitantes também podem aceder à área de construção para mostrarem o seu lado mais criativo e testarem as criações sobre uma superfície que simula terramotos e um túnel de vento.

Adam Reed Tucker, artífice da exposição Brick by Brick, é uma das poucas pessoas no mundo certificadas como profissional LEGO. Utilizou mais de 64 mil peças para as construções, entre as quais também se encontram estruturas futuristas de empresas de arquitetura internacionais, como a SOM (Chicago), a Adjaye Associates (Londres) ou a Kengo Kuma (Tóquio), que mostram alguns dos desafios que as cidades terão que enfrentar num futuro próximo, como a escassez de água, o aumento da população ou as alterações climáticas.\n

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Bruges estreia canalizações… de cerveja

“Pensavam que era uma brincadeira. Ninguém achou que fosse possível”, garante Xavier Vanneste, CEO da emblemática cervejeira De Halve Maan, de Bruges. Com o apoio da Câmara Municipal e um bem-sucedido crowdfunding, construiu uma canalização de cerveja, com 3276 metros, que transporta o elixir dourado da sua fábrica até à unidade de engarrafamento nos arredores. Assim soluciona um problema logístico que já desalojou da zona grande parte da sua concorrência. Cerca de 500 camiões por ano danificavam as ruas do centro para transportar a “loira”, que agora flui pelo subsolo a um ritmo de 4000 litros por hora. A recompensa por colaborar? Cerveja para toda a vida. Para aqueles que amam a cerveja, mas não tanto, a fábrica organiza visitas guiadas com prova incluída.\n

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A catedral do vinho

As paredes da adega Solar de Samaniego (Laguardia, Álava, Espanha) quase falam. As colunas das antigas caves de cimento, com mais de 10 metros de altura, ganharam vida graças ao muralista Guido Van Helten. Nestas, o artista australiano retratou sete personagens da região, ilustrando os processos de criação da literatura e do vinho.

O de Rafael Bauza, um empregado da adega há 40 anos, é o primeiro rosto com o qual o visitante se depara. Aproveitando as irregularidades do cimento e a sua textura para definir os traços, Van Helten conseguiu dar vida a um lugar até agora abandonado. O seu objetivo é “captar as pessoas através do retrato e dos elementos humanos e combiná-los com espaços industriais”. “Quero que as figuras se ergam como estátuas numa catedral, que acredito ser um espaço belo, onde entrar e observar”, assegura. O projeto foi batizado como “A catedral do vinho” e faz parte do amplo programa enocultural desta adega de Álava, intitulado “Beber entre linhas”.\n

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O restaurante que muda com as estações

Quando o outono dá passagem ao inverno, o mesmo acontece no restaurante Park Avenue Winter de Nova Iorque. Em plena Manhattan, este estabelecimento transforma-se para se adaptar às sensações e aos estados de espírito próprios das quatro estações. As folhas e as cores alaranjadas do melancólico outono dão lugar a uma decoração invernal sóbria e elegante, na qual se destacam a natureza nua e os pontos de luz característicos da época fria.

A ementa celebra pratos quentes, como os raviolis de abóbora com avelãs, mirtilos e queijo pecorino, ou o salmão da Nova Zelândia com miso fumado e nozes pecã. Se quiser usufruir de um ambiente invernal tem até 21 de março para o fazer, quando a primavera aparecer e o restaurante se transformar em Park Avenue Spring.
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Obras pintadas com bits

Na era digital tudo é efémero, mas a arte ainda mais. Como o recém-estreado bosque digital do Museu Nacional de Singapura. Um computador cria-o em tempo real e depois altera-o segundo o momento do dia, as estações e as interações com o público. Nada do que ocorre pode ser reproduzido. Tão fugaz como um twitte ou umas fotografias de Snapchat. É um trabalho da teamLab, um coletivo multidisciplinar japonês, especialista em moldar sonhos sob a forma de arte digital. Profissionais ultratecnológicos, desde programadores a arquitetos, com uma imaginação transbordante.

A instalação Story of a Forest é umas das estrelas do renovado Glass Rotunda e inspirou-se na fauna e flora de Singapura. Como em todos os trabalhos da teamLab, a realidade e a fantasia misturam-se, dando lugar a uma experiência semionírica, na qual o espetador se sente diminuto pela grandeza da obra que o envolve, mas protagonista porque pode interagir com ela. A obra, inaugurada em 10 de dezembro, ficará de forma permanente no museu. A permanência possível de uma arte tão efémera.\n

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Roxy x Courrèges

As duas marcas uniram-se numa coleção de roupa pensada para a neve, composta por casaco, camisola, calças, máscara e gorro. O casaco com carapuço é impermeável e pode ser usado com capacete.\n

Mala Steamline The Correspondent

As viagens com estilo não são coisa do passado. A utilidade não está de costas voltadas para a estética. A série Mint Green, feita à mão em painel de fibra e com adornos em couro é perfeita para os amantes do mais elegante vintage.\n

Auscultadores Bose QuietControl 30

A nova linha de auscultadores Bose, que isolam do ruído das conversas ou dos transportes para que ouça exclusivamente a sua música ou atenda o telemóvel, agora não tem fios mas sim uma ligação Bluetooth. A bateria dura até 10 horas.\n

Cord Taco

Os auscultadores e os carregadores de telemóvel costumam enredar-se quando são guardados em sacos, bolsos ou malas. Esta peça simples de couro, em forma de cunha, com diversos modelos e cores, foi criada para os organizar e localizar mais facilmente.\n





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