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Numero 13

Junho 2017

Banguecoque

Banguecoque

A nova cidade do luxo

Viagem ao olho da tempestade

Aventura

Aqaba: um mundo debaixo de água

PRAIAS

É verdade que Nova Iorque nunca dorme?

Jovens

Resumo

Magazine

RESUMO

RESUMO

Numero 13

Banguecoque

A nova cidade do luxo

“Exclusividade”: eis o que procuram os viajantes para quem o preço não é um problema. O luxo na capital da Tailândia inclui desde massagens em cápsulas até comer com as mãos no restaurante do melhor chef da Ásia.

Gaggan Anand e Garima Arora

“Não escolhi Banguecoque, foi o destino”

O panorama culinário de Banguecoque está a mudar. Entrevistamos dois dos seus protagonistas, Gaggan Anand, chefe do melhor restaurante da Ásia, e a sua pupila Garima Arora, que se estreia a solo.

Aventura

Viagem ao olho da tempestade

Movidos pelas tempestades, os caçadores de tornados percorrem todos os anos o centro dos Estados Unidos da América. Participar nesta aventura permite uma aproximação tão grande destes funis de ar que podemos acabar em Oz.

Grandes viagens

O jardim da África do Sul

“Aquela a que chamamos rosa, o mesmo doce odor teria se outro nome tivesse", escreveu Shakespeare. Aquilo que na África do Sul se chama jardim tem o aroma da floresta e está povoado de baleias.

Gastronomia

Denominação de origem: Itália

Vinagre de Modena, queijo parmesão, pesto genovês, piza napolitana… Os produtos italianos são conhecidos internacionalmente com nomes e apelidos. Percorremos o país através do paladar e das suas tradições culinárias.

PRAIAS

Aqaba: um mundo debaixo de água

A Jordânia possui uma costa demasiado pequena, mas um enorme tesouro marinho. Aqaba debruça-se sobre o Mar Vermelho, formado por corais e repleto de espécies submarinas.

JOVENS

É verdade que Nova Iorque nunca dorme?

A hiperatividade d’ “a cidade que nunca dorme” é contagiosa. Quando existem tantas opções para passar a noite em branco, quem é que quer dormir?

Top 6A

Seis infernos na Terra

Se tiver a coragem de chegar perto destes acidentes geográficos, acreditará ter alcançado o submundo. Cuidado, que queimam!

Travelbeats

Aqui, estão à sua espera os hotéis e os restaurantes da moda, as galerias mais inovadoras, novas aberturas e os lugares mais it do planeta.

Equipa

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Programadores

Reportagem - Banguecoque

Magazine

Destino

Banguecoque

A nova cidade do luxo

Texto:

Dúnya Yildiz

Bakery Group

“Exclusividade”: eis o que procuram os viajantes para quem o preço não é um problema. O luxo na capital da Tailândia inclui desde massagens em cápsulas até comer com as mãos no restaurante do melhor chef da Ásia.\n

S

ão necessários “novos olhos”, e não “novos caminhos”, para a “verdadeira descoberta” durante uma viagem. Isto dizia Marcel Proust e isto é necessário para percorrer a Tailândia com um olhar novo, que se afaste dos lugares-comuns e dos preconceitos e incentive a explorar o país de mente aberta.\n

Banguecoque é a capital mundial da street food e não é fácil resistir

A Tailândia é o país dos mochileiros e os 400 metros da Khao San Road são o seu paraíso (ou gueto) particular. Mas o desafio era, afastando-nos deste perfil de viajante, encontrar a Banguecoque mais top, literalmente. Uma cidade de suítes com 300 metros quadrados e vista para o skyline da cidade dos anjos e de cocktails de design em terraços vertiginosos. Deste modo, optamos por percorrê-la através de um aspeto muito associado ao luxo: a gastronomia. Excelente matéria-prima, especiarias, muitas especiarias, empratamentos que parecem pinturas… Banguecoque é a capital mundial da street food e não é fácil resistir. Os odores aumentam o apetite e impregnam as ruas sem hora marcada. Por outro lado, a exclusividade não convida à improvisação, mas a sentar-se descontraidamente à mesa de um restaurante com vistas para o rio, com mil talheres e banda sonora.\n

Em What Pho, podemos encontrar uma das melhores escolas de massagem da Tailândia.

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Na capital tailandesa, é difícil habituar-se ao calor, à pegajosidade dos climas húmidos. Talvez por esta sensação constante de estar numa sauna, o seu forte sejam os espaços de relaxamento. Há alguns que se destacam pela originalidade, como o Bangkok Float Center que propõe isolar os clientes em cápsulas ovulares para flutuarem, graças aos sais de Epsom, enquanto meditam. Outra massagem peculiar é aquela que, inspirada no desporto nacional de Tailândia, o Muay Thai, oferecem no spa do hotel Mandarin Oriental, considerado um dos melhores do mundo. Nas margens do rio Chao Phraya (uma das zonas de alojamento mais exclusivas), esta massagem inclui pontapés e golpes próprios daquela modalidade desportiva. E para perder de vez a noção de tempo e espaço, também vale a pena fazer o tratamento The Perfect Day, com cinco horas e meia de duração.\n

A Ressaca 2 é o título do filme gravado no rooftop Sky Bar.

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Foto: PeamOsk129 / Shutterstock.com

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O buda reclinado do templo Wat Pho mede 46 metros de comprimento e 15 de altura, revestidos em folha de ouro.

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Foto: Asia's 50 Best Restaurants.

Gaggan Anand ocupa o primeiro lugar da lista Asia's 50 Best Restaurants.

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Alta gastronomia em centros comerciais

Os food courts são grandes espaços em centros comerciais onde se aglutinam bancas de comida que conferem luxo ao tradicional conceito tailandês de street food. Pier 21, no centro comercial Terminal 21, é um dos mais exclusivos. Outra opção, são os restaurantes de luxo. Um dos melhores de Banguecoque é Paste. Instalado no terceiro andar do Gaysorn Village, destaca-se por oferecer pratos inspirados nas receitas da realeza e da época dourada da Tailândia, quando reinava Rama IV.\n

Os pisos superiores do Hotel Landmark destacam-se pela vista.

Se procurarmos sofisticação, a oferta hoteleira é avassaladora. O The Landmark Bangkok, onde estamos hospedados, encontra-se em Sukhumvit, a avenida mais longa da capital e principal artéria comercial. Ao entrar no quarto, a dimensão do espaço impressiona (a Executive Suite tem 78 metros quadrados). Debruçar-se às suas  janelas é deixar-se cativar pela Banguecoque das vistas e dos entardeceres. Pores do sol que se contemplam e prolongam em rooftop bars como o Above Eleven (33º andar), o Vertigo e o Moon Bar (61º andar) ou o mais fotografado da cidade: Sky Bar, mundialmente famoso por ter sido o cenário da segunda parte de A Ressaca. Uma esplanada no 63º andar (a 250 metros de altura) do luxuoso hotel lebua. A parte mais exclusiva é Sirocco, um dos restaurantes ao ar livre mais altos do mundo.\n

Depois dos cocktails de autor e das noites infinitas, amanhece cedo em Banguecoque. O odor a especiarias inunda tudo e nem sequer a meditação consegue travar o bulício. A calma associada a lugares como os templos do Buda Esmeralda ou do Buda Reclinado, contrasta com o stress de turistas distraídos à procura de templos. É imprescindível visitar Wat Pho, mas também o Grande Palácio, onde ainda se sente a influência do rei morto. Bhumibol Adulyadej faleceu em outubro de 2016, mas o luto dura um ano: altares com a sua fotografia e cartazes nos arranha-céu ajudam a ver a fisionomia de uma cidade com valores muito enraizados.

Estas cenas permitem compreender Banguecoque. Postais turísticos que também podemos encontrar nos mercados, tão característicos da Tailândia. A pouco mais de uma hora de distância da capital, Damnoen Saduak e Amphawa são os mercados flutuantes mais famosos e turísticos. Mas ainda mais central e especializado em produtos locais é Samyan Market. Inclusive os restaurantes mais prestigiados fazem as compras neste espaço. Por ele, passeia Garima Agora, proprietária do restaurante Gaa, que montou o seu próprio negócio depois de passar pelas cozinhas do melhor chefe da Ásia, Gaggan Anand. O prestigiado cozinheiro tem também nesta cidade um restaurante com o seu nome. Aqui, um menu custa 5000 baths (cerca de 130 euros) e inlcui 25 pratos, dos quais 22 se comem com as mãos.

O luxo está presente na cidade dos mochileiros. Um destino de contrastes inesperados, de budas silenciosos em templos transbordantes e buliçosos. Uma contradição constante desta grande cidade, uma das mais visitadas do mundo. Na Tailândia, não apenas constatamos que, de facto, existem luxo e exclusividade, mas também aprendemos que é fácil encontrá-los se viajarmos com os “novos olhos” que pretendia Proust. E com os bolsos recheados.\n

A Water Library funde a comida tailandesa com uma cozinha europeia moderna.

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Hotel Mandarin Oriental.

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Foto: Mandarin Oriental

O hotel Mandarin Oriental aloja hóspedes há quase um século e meio.

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Foto: nimon / Shutterstock.com

O Mercado de Amphawa abre apenas aos fins de semana.

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Foto: Water Library

Entrevista

Magazine

Entrevista

“Não escolhi Banguecoque, foi o destino”

Passageiros do mês

Gaggan Anand e Garima Arora

O panorama culinário de Banguecoque está a mudar. Entrevistamos dois dos seus protagonistas, Gaggan Anand, chefe do melhor restaurante da Ásia, e a sua pupila Garima Arora, que se estreia a solo.\n

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Porque escolheu Banguecoque para abrir o Gaggan?\n

Não escolhi Banguecoque, foi o destino. Não tinha qualquer plano, simplesmente aconteceu. Apenas queria vir para Banguecoque, cozinhar, encontrar um trabalho e ter uma vida melhor. 500 dólares converteram-se nisto.\n

Como se consegue triunfar com um restaurante de alta cozinha na Meca da street food?\n

Quando cheguei a este país, não havia verdadeiramente restaurantes de alta cozinha. O problema era que por um dólar tinhas uma comida magnífica na rua. O Gaggan participou na evolução da cidade. Não fui apenas eu, mas muitos outros chefes, de maneira coletiva. É por isso que este ano será publicado o primeiro guia Michelin de Banguecoque e recebemos a entrega dos prémios 50 Best Restaurants in Asia. Ainda assim, Banguecoque continua a ser a capital da comida de rua. Nada pode alterar isso. Pertenço à alta gastronomia, mas à noite poderá  encontrar-me a comer nas bancas de rua. Isso é para todos os dias, o Gaggan é para um dia especial da sua vida.\n

O seu restaurante é um dos representantes do panorama gastronómico, com restaurantes de luxo e de alta cozinha. É possível encontrar luxo nesta cidade?\n

Banguecoque é famosa pelo seu luxo económico. Massagens baratas, ótimos hotéis a metade de preço daquilo que pagaria em Nova Iorque. Aqui, pode receber uma massagem por seis dólares e passar um dia de spa por 55. Aquilo que é luxo para os ocidentais ou para quem vem das grandes cidades, é a nossa vida quotidiana. Ir a um spa? Posso fazê-lo todos os dias. Adoro cinema e vou uma vez por semana. Em Banguecoque, temos cinemas de luxo, com camas e até um mordomo que oferece champanhe. É este o novo rosto da Tailândia.\n

Como descreve a experiência de comer no Gaggan?\n

Diferente de qualquer outra experiência culinária no mundo. Temos 25 pratos e, destes, 22 são para comer com as mãos. Na Índia, come-se com as mãos, essa é a minha cultura. A sensualidade de comer e tocar no que está no prato – quente, frio, a temperatura, a textura – torna tudo mais real. A cada três meses, criamos uma ementa em que 90% dos pratos podem ser saboreados com as mãos.\n

Definiu a sua cozinha como “cozinha indiana progressiva”.\n

A palavra “progressiva” significa avançar, passo a passo, sobre algo que já existia previamente. Quando comecei a fazer isto, muita gente pensou que estava maluco: “Isto é cozinha indiana, preparada durante milhares de anos, não mudes o meu caril, não mudes o meu naan”. Mas quero levar esta tradição culinária a um nível mais elevado e, por isso, denominei-a “cozinha indiana progressiva”. De como começou àquilo em que se converteu, é uma viagem.\n

Como reagiu a sua família quando lhes disse que queria ser chefe?\n

Pareceu-lhes uma boa ideia. Sabiam que eu não era bom nos estudos. Odeio a disciplina, sou um rebelde. Por isso, fui para chefe. Os chefes são loucos, não é? Todos os loucos vão para chefes, pelo que acho que estou na profissão correta.\n

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Qual é o seguinte grande desafio culinário?\n

Vou fechar o Gaggan. O meu mestre Ferran Adrià ensinou-me que todas as coisas boas têm um fim. Nós estamos a subir uma montanha. Quando chegarmos ao topo (e com isto não me refiro a prémios, mas à minha cozinha), quero deixar as coisas assim. Deixar uma boa recordação. O Gaggan vai fechar em junho de 2020, decidi na semana passada. Depois quero ir para o Japão e abrir um restaurante pequeno, para 12 comensais. Algo muito maluco. Gosto de desafios, não quero aborrecer-me.\n

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C

Cada um dos seus pratos inclui cinco sabores: doce, picante, salgado, ácido e, o mais importante, a surpresa. Esta última converteu-se no ingrediente principal da ementa do Gaggan, o melhor restaurante da Ásia, e o sétimo melhor do mundo, segundo a publicação The 50 Best Restaurants Awards. Os comensais não sabem o que estão a comer até ao final do jantar: podem apenas intui-lo com uma ementa misteriosa, formada por 25 emoticons. Gaggan Anand revela que, quando dão a conhecer os pratos, os comensais exclamam: “Meu Deus, comi isso?” Mas não podem queixar-se, “porque adoraram”, confessa divertido. Uma aposta arriscada que seria impensável noutro restaurante de alta cozinha, mas não com este chefe. Nascido em Calcutá e formado no elBulli de Ferrán Adrià, antes de vestir o avental, foi baterista numa banda de música. De rock progressivo, como a sua cozinha.\n

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assou pelas cozinhas dos melhores do mundo. Agora abre o seu próprio restaurante em Banguecoque em pleno panorama gastronómico em ebulição. Garima acaba de abrir um restaurante na mesma rua do Gaggan. Para ela não é concorrência, mas “uma parte da família que vive na rua em frente”, já que passou um ano naquelas cozinhas, a aprender com Gaggan Anand. Nascida em Bombaim, antes de se mudar para Banguecoque, formou-se no Le Cordon Bleu parisiense, no Verre de Gordon Ramsay (Dubai) e no Noma, na Dinamarca. Ali, aprendeu técnicas culinárias de todo o mundo que hoje aplica a produtos 100% tailandeses na sua nova casa, o Gaa. \n

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Acaba de abrir um restaurante, o Gaa. O que os foodies podem esperar dele?\n

É um reflexo de muitas culturas, precisamente como Banguecoque. Apenas servimos produtos locais, processados manualmente, produtos indígenas que apenas existem na Tailândia. Mas usamos técnicas de todo o mundo para conseguir o melhor sabor possível. Posso defini-lo como produto local com sabores ecléticos.\n

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Qual é contributo do Gaa para o panorama culinário de Banguecoque?\n

Procuramos ver aquilo que existe diante de nós com novos olhos. Olhar para aquilo que nos oferece a Tailândia sem preconceitos de como deveria ser a comida. Também é importante a forma como escolhemos o nosso produto. Os ingredientes que utilizamos são obtidos em lugares próximos para que sejam frescos. É a única forma de garantir que a comida é boa. O peixe que utilizamos chega vivo todos os dias, não guardamos nada nos congeladores. O nosso objetivo é ser realmente locais.\n

Do que mais gosta em Banguecoque?\n

Das pessoas. O que faz esta cidade são as pessoas. Não vi uma energia parecida em nenhum lugar do mundo. São hospitaleiros, cheios de vida, generosos, atentos… Além disso, a cidade tem opções para todos os gostos. Desde uma tigela de noodles às duas da manhã até um restaurante francês com três estrelas Michelin. Seis meses depois de chegar, apaixonei-me por Banguecoque e já não quis ir embora.\n

Como é um dia de luxo na capital da Tailândia?\n

Começaria por um brunch em qualquer dos hotéis de cinco estrelas na margem do rio Chao Phraya. Depois, iria fazer uma massagem. Porque estamos em Banguecoque e há poucos lugares melhores para uma massagem. Para acabar o dia, subiria a um dos rooftop bars para ver a cidade das alturas e beber um cocktail. Para jantar, escolheria um bom restaurante. \n

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Foto: Restaurante Gaa

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Foto: Restaurante Gaa

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Foto: Restaurante Gaa

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Foto: Restaurante Gaa

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Aventura

Magazine

Aventura

Viagem ao olho da tempestade

Movidos pelas tempestades, os caçadores de tornados percorrem todos os anos o centro dos Estados Unidos da América. Participar nesta aventura permite uma aproximação tão grande destes funis de ar que podemos acabar em Oz.\n

“Mau tempo!” São as palavras mágicas que levam centenas de caçadores de tempestades e fãs da meteorologia a sair dos sofás para percorrer as estradas das grandes planícies que atravessam o centro do país. Todos esperam que uma tempestade entre na troposfera e que uma grande nuvem escura, com forma de nave-mãe, cubra o sol e comece a festa dos redemoinhos de ar. Este é o seu sonho. E este momento ocorre entre abril e junho, quando o ar polar do Canadá choca com o ar quente do Golfo do México, dando origem a tempestades explosivas.\n

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Foto: jordanTrail.org

Nos Estados Unidos da América registam-se cerca de mil tornados por ano.

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Todos os anos, mais de 800 tornados concentram-se no denominado Tornado Alley, um corredor que percorre o Texas, Oklahoma, Kansas, Nebraska, Iowa, Dakota e Minnesota. “Quando todos os instintos de uma pessoa normal lhe dizem para fechar as janelas e procurar abrigo na cave, os caçadores de tempestades saem para se enfrentar cara a cara com o pior da mãe natureza”. Assim descreve Roger Hill, um dos caçadores mais experientes, no seu livro Hunting Nature’s Fury, os impulsos que movem os fãs das tempestades.\n

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E se estiver sol?

Se o tempo não ajudar, há alternativas. Dependendo do ponto do mapa onde estivermos podemos visitar o Centro de Previsão de Tempestades Norman, em Oklahoma; o museu Twister, em Wakita; o desfiladeiro de Palo Duro, no Texas, ou o monte Rushmore, no Dakota do Sul.\n

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Todos os anos, mais de 800 tornados concentram-se no denominado Tornado Alley

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Participar numa destas perseguições converte-se num dos poucos planos de férias onde a chuva é o melhor que pode acontecer. Dezenas de empresas organizam expedições para caçar tornados. Os preços destes safaris meteorológicos rondam os 3000 dólares por pessoa e decorrem em grupos de 6 a 14 pessoas, que se dividem em duas furgonetas totalmente equipadas para esta atividade de risco.

Nick Drieschman, da Extreme Tornado Tours, uma das agências mais experientes a trabalhar no Oklahoma, explica-nos a importância dos veículos com proteção 3M nas janelas para prevenir os golpes de granizo e as eventuais investidas do vento. Num dia podemos percorrer mais de 400 quilómetros, pelo que os veículos dispõem de wi-fi, baterias para dispositivos eletrónicos e emissoras, como Sirius XM, com todo o tipo de música.

As paragens para dormir realizam-se em hotéis de estrada, como numa road trip, e as bombas de gasolina convertem-se nos meeting point de partilha de experiências e informação com outros grupos e habitantes locais. O canal meteorológico Weather Channel é a banda sonora da viagem. Se anunciam uma tempestade e o radar Doppler gira começa a perseguição, pelo que o grupo deve estar preparado para sair sem aviso prévio. Em questão de minutos as nuvens brancas e esponjosas transformam-se num teto cinzento e opaco que anuncia tempestades de supercélulas, um choque brutal de duas correntes de ar que começam a girar até formar um tornado.\n

Foto: James Smart

A maioria dos caçadores utilizam a aplicação RadarScope, que permite localizar tempestades em tempo real.

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Foto: Extreme Tornado Tours

O Texas é o estado com mais tornados.

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A segurança está em primeiro lugar e é essencial manter a distância em relação ao vórtice destas tempestades. Num tornado F5, o mais destruidor na escala Fujita, o vento chega a soprar a mais de 500 quilómetros por hora e consegue levantar os telhados das casas, além de provocar raios e granizo do tamanho de bolas de golfe.

As imagens do vídeo Vorticity, que o fotógrafo Mike Olbinski conseguiu gravar após quilómetros e horas de rodagem, mostram o caos e a potência destes redemoinhos de ar. Uma verdadeira cura de humildade perante o poder da natureza. Um conselho que os caçadores mais experientes dão sempre: “Segurar bem a câmara de fotografia e os sapatos”. Para a eventualidade de passarmos para o outro lado, como Dorothy.\n

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Foto: Steve Lagreca/shutterstock.com

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Nas furgonetas há sempre um kit de emergência com very lights, cabo de reboque e artigos médicos.

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Grandes viagens

Magazine

Grandes viagens

O jardim da África do Sul

“Aquela a que chamamos rosa, o mesmo doce odor teria se outro nome tivesse", escreveu Shakespeare. Aquilo que na África do Sul se chama jardim tem o aroma da floresta e está povoado de baleias.\n

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road trip africano passa por bosques encantados e caminhos pela beira de falésias sobre praias selvagens. É conhecido como a Rota Jardim, Tuinroete em africâner, mas no seu caminho existem mais elefantes do que rosas. Atravessa uma estreita faixa costeira, entre o oceano Índico e as montanhas que isolam o sul da África do Sul do deserto de Karoo. Um passeio ao volante, recortado pelas falésias e pelas pontes suspensas sobre o mar, permite apreciar esta beleza primitiva.

Os 200 quilómetros da estrada N2, entre Mossel Bay e Storms River, concentram a maior parte das paisagens, embora os viajantes contemplativos saiam da Cidade do Cabo e continuem durante 800 quilómetros até Port Elizabeth, destino de praia propenso a desportos aquáticos, onde acabarão com dedos enrugados devido à vela, ao surf, ao snorkel e ao mergulho.\n

A primavera (a partir de setembro) é a melhor estação para percorrer esta rota. Depois das chuvas, o “jardim” brilha em todo o seu esplendor. Florescem nas ladeiras as próteas, as margaridas e os fynbos, a vegetação característica natural de África do Sul, repleta de plantas de folhas finas, que cria um contraste multicolorido com a zona desértica vizinha. Mas não há um mês pouco recomendável, visto que o país usufrui do segundo clima mais temperado do mundo, a seguir ao Havai, com temperaturas que não descem dos 10º no inverno nem superam os 28º no verão. \n

Animais fantásticos e onde encontrá-los

Ao longo da rota podemos ver elefantes no seu ambiente natural, tanto em Knysna Elephant Park, como no Addo Elephant Park. No entanto, a África não vive apenas dos “cinco grandes”. A costa sul de África do Sul é lar de pinguins e golfinhos. Também podemos avistar baleias francas austrais, entre julho e dezembro, sobretudo em Tsitsikamma.\n

A Rota Jardim vivenciou os conflitos pelo comércio de madeira e a procura de ouro dos colonos bóeres. Estes fizeram das florestas tropicais de Knysna o seu lar e a sua forma de vida no século XIX, que a escritora sul-africana Dalene Matthee retratou nos Romances da Floresta: uma defesa literária para a conservação das florestas autóctones, com personagens como o lenhador Saul Barnard.

A vida retratada nos contos de Matthee já não existe, mas ainda se ouve entre os fetos o característico kow kow do turaco, uma ave nativa, de plumagem verde e crista e asas vermelhas. Os lenhadores foram substituídos por caminhantes e aventureiros. Descem os rios em caiaques ou passeiam de tirolesa sobre as árvores, no parque nacional Garden Route. Este divide-se nas secções Wilderness, Knysna Lakes e Tsitsikamma. De Knysna partem os caminhos Woodcutter’s Walk e Millwood Mine Walk, entre cataratas e árvores centenárias gigantescas. Duas falésias de arenito, conhecidas como as “cabeças”, vigiam do mar a entrada para a lagoa de Knysna. Graças à Rota Jardim, esta localidade costeira tornou-se num animado centro turístico, repleto de restaurantes e opções de lazer, como o festival das ostras que se realiza em julho.\n

A floresta de Knysna está cheia de caminhos e rotas para fazer a pé ou de bicicleta.

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A origem da humanidade

Os antropólogos garantem que os seres humanos descendem de um povoado que existiu perto de Mossel Bay há 200 mil anos. As visitas guiadas à jazida antropológica de Pinnacle Point são um dos atrativos para escalar este miradouro de vista privilegiada, onde também existe um campo de golfe.\n

A variedade de alojamentos na Rota Jardim inclui desde hotéis de luxo até albergues dentro das reservas de animais, como o Knysna Elephant Park.

Percorrer a pé ou a cavalo as florestas é uma opção mais em linha com o espírito das obras de Matthee, mas na rota surgiram novas experiências, como mergulhar nas águas da Mossel Bay, no interior de uma jaula, rodeada de tubarões brancos. A fauna variada, que inclui elefantes selvagens e santuários de animais, como Jukani, contribui para engrandecer a lenda deste road trip.

Os desvios são um ingrediente essencial do caminho. As grutas de Cango, um labirinto de maravilhas subterrâneas e a atração turística mais antiga da África do Sul, ficam perto de Oudtshoorn, onde se aglomeram as quintas de avestruzes. As praias de Plettenberg Bay, por sua vez, atraem os surfistas e, desde há pouco tempo, os enoturistas. As mais recentes atrações da rota são as vinhas de Bramon, a prova de que é impossível fazer-se a Rota Jardim sem parar. Mais que não seja para cheirar as rosas.\n

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Na reserva natural Robberg, a 7 quilómetros de Plettenberg Bay, podemos encontrar rochas com 120 milhões de anos.

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Gastronomia

Magazine

Gastronomia

Denominação de origem: Itália

Vinagre de Modena, queijo parmesão, pesto genovês, piza napolitana… Os produtos italianos são conhecidos internacionalmente com nomes e apelidos. Percorremos o país através do paladar e das suas tradições culinárias.\n

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Os meus ossos são de Parmigiano Reggiano e pelas minhas veias corre vinagre balsâmico de Modena”. Esta frase poderia pertencer a qualquer italiano, mas foi proferida por Massimo Bottura, o chef da Osteria Francescana (três estrelas Michelin), nomeado como o melhor restaurante do mundo pelo The World’s 50 Best Restaurants, em 2016.\n

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A devoção dos italianos pela comida vai para além da mesa e supera (quase) o futebol, a religião ou a política. Possuem a gastronomia mais internacional do planeta e uma das mais variadas em termos culturais, desde os Alpes ao tacão da bota. Assente na qualidade das matérias-primas, soube transformar-se na cozinha italiana mais inovadora. Hoje em dia, longe de estar esquecida, chefs como Bottura ou Massimiliano Alajmo reinventam a cozinha da nonna e reivindicam para os produtos locais um lugar à mesa.\n

A devoção dos italianos pela comida vai para além da mesa e supera (quase) o futebol, a religião ou a política

Como o vinagre balsâmico de Modena, que durante anos era guardado com cuidado nos sótãos e mansardas das casas de campo. Assim trabalharam desde 1849 na Acetaia del Cristo. Mas hoje já não está escondido. Erika, Daniele e Gilberto abrem as portas a quem quiser visitá-los e orgulham-se do aceto tradizionale, com 12 anos, e do seu extra-vecchio, envelhecido durante um quarto de século, como manda a tradição.

O norte do país concentra alguns dos produtos mais célebres. O parmiggiano reggiano colocou Parma no mapa mundial dos queijos, pois é um dos mais valorizados pelo seu sabor intenso e pela sua versatilidade culinária. Foi um fator fundamental para o desenvolvimento da região de Emilia Romana, de tal forma que o banco Crédito Emiliano aceita queijo parmesão como garantia para empréstimos. Visitar as cooperativas onde é produzido, como a 4 Madonne Caseificio dell’Emilia, nos arredores de Modena, permite conhecer o seu processo artesanal de elaboração.\n

Foto: Francesco Tonelli

A Itália produz, anualmente, 3,4 milhões de toneladas de massa, quase um quarto da produção mundial.

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Foto: Francesco Tonelli

A massa da piza napolitana vai ao forno a uma temperatura muito elevada: mais de 400 ºC.

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Outro ingrediente que contribuiu para promover a gastronomia da região, e que em setembro tem o seu próprio festival, é o proscuitto de Parma. É o protagonista indiscutível das célebres salumerie ou lojas de enchidos. Uma das mais concorridas é a Garibaldi, que além da venda oferece um serviço de refeições.

“Tudo o que vês, devo-o ao esparguete”, assegurou numa ocasião Sophia Loren, referindo-se à sua figura invejável. A massa é o ingrediente mais reputado e cobiçado do receituário italiano, sempre al dente, claro. É confecionada com um número infinito de matérias-primas que formam a personalidade de cada região. Em Emilia-Romana comem-se os tortellini; em Veneza os bigoli, parecidos com os spaghetti, mas mais grossos; na Apúlia, os orecchiette, em forma de orelha… Cada prato deve ser acompanhado por um molho específico e confundi-lo para os italianos, mamma mia!, é um pecado mortal. E cada região prefere o seu molho: pesto em Génova, carbonara em Roma, matriciana em Amatrice… Provar uns tagliatelle acompanhados de ragù alla bolognese sob um alpendre da cidade de Bolonha será sempre uma homenagem para o paladar.

Cerca de 20% dos restaurantes do mundo (sim, do mundo) são pizarias. Mesmo que, provavelmente, a maioria não distinga uma romana de uma napolitana. A da capital italiana é mais grossa, mais tostada e crocante. Perto da Praça Navona, a pizaria Baffetto (não se deixe enganar pelo aspeto humilde do local) elabora a melhor de Roma. As suas filas com meia hora de espera provam-no todos os dias.\n

A piza napolitana, napolitana

A denominação de origem da piza napolitana impôs normas aos estabelecimentos adornados com um arlequim, ou seja, aqueles que se vangloriam de fazer “a autêntica”. O tamanho dos pacotes de levedura, o pH da massa, ou a sua espessura máxima (quatro milímetros) são controlados rigorosamente. Os ingredientes: tomate, azeite e queijo devem ser sempre locais.\n

Foto: Acetaia Giusti

A Acetaia Giusti, que se orgulha de ser a mais antiga do mundo, produz o vinagre balsâmico de Modena desde 1605.

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A napolitana, que foi a primeira e a única com denominação de origem europeia, é mais fina e macia e as extremidades são altas. Para encontrar a vera pizza napolitana temos de procurar uma pizaria com o símbolo de um arlequim. L’Antica Pizzeria Da Michele tem-no na porta e conseguir mesa sem reserva é impossível: todos querem experimentar a sua margarita e a marinara. Desde 1870 que cinco gerações de cozinheiros conservam a receita original.

Com tempo e conversa pela frente, das sobremesas italianas brotam a grappa e o limoncello, um licor doce (mas forte) de limão. Ambos ajudam a digerir a abundante comida que certamente foi servida e adoçam a conversa, acompanhados de um espresso para aniquilar a sonolência.
A sobremesa italiana pode durar horas, pois os italianos dedicam o tempo que for necessário ao ato social de comer e conversar. Por algum motivo foram eles que inventaram o slow food, um conceito que parece muito moderno, mas que em Itália é usufruído desde sempre.\n

Foto: Francesco Tonelli

Os queijos parmesão inteiros têm o nome de forme. Pesam cerca de 40 quilos e cada um requer mais de 500 litros de leite.

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O café é sagrado

Do Le Giubbe Rosse em Florença, ao Torino em Turim. Do Caffè Florian de Veneza ao Greco em Roma, onde no verão o espresso pode ser trocado por uma granita di caffè. Se algo une os italianos é a cultura do café. Um caffè que, como disse Woody Allen, quando se referia à sua intensidade, “os italianos bebem de faca e garfo”.\n

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Aqaba: um mundo debaixo de água

A Jordânia possui uma costa demasiado pequena, mas um enorme tesouro marinho. Aqaba debruça-se sobre o Mar Vermelho, formado por corais e repleto de espécies submarinas. \n

Muitas lojas e restaurantes de Aqaba estão fechados durante a hora da sesta.

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A beleza de Cleópatra

Aqaba também é conhecida pelos luxuosos spas dos hotéis. Combinando técnicas orientais e ocidentais, oferecem tratamentos rejuvenescedores e banhos de limpeza com os famosos produtos do Mar Morto. A própria Cleópatra procurou o elixir da juventude nestas águas ricas em sais e minerais.\n

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e Lawrence de Arábia em vez de combater o domínio otomano, em Aqaba, tivesse decidido lançar-se ao mar teria descoberto um mundo colorido. O contraste com a superfície árida e desértica do sudoeste da Jordânia seria certamente uma distração da batalha com a qual conquistou esta cidade. Foi tão épica que se converteu num dos filmes mais célebres de Hollywood: Lawrence da Arábia. Uma película que reflete a paisagem jordana, árida e poeirenta, sem fazer sequer suspeitar que ali mesmo se esconde, debaixo da água, um caleidoscópico repleto de vida e cor.

A cidade encontra-se no ponto mais austral da Jordânia, o Golfo de Aqaba. Debruçada sobre o Mar Vermelho é um local estratégico no encontro de três continentes: Ásia, Europa e África. Por sua vez, Israel, Egito e Arábia Saudita fazem fronteira com a Jordânia. Um espaço que, apesar de ter apenas 26 quilómetros de costa, está muito bem aproveitado em termos de instalações portuárias, hotéis de luxo, praias e clubes de mergulho.

Se viajarmos uns quilómetros para o sul de Aqaba, depois de passarmos o cais e o terminal de ferries para o Egito, encontramos o Aquamarina Dive Center e, um pouco mais adiante, o Visitor’s Center. Mesmo em frente estende-se um manto de coral. Por todo o golfo estes recifes nascem na costa e transformam-se num profundo desfiladeiro submarino. Assim, a uns escassos 100 metros da praia o mergulhador depara-se com uma profundidade de 50 metros.

Acessível até para principiantes, as águas cristalinas e tépidas, em conjunto com a flora e a fauna submarinas, tornam este postal inesquecível. Peixes coloridos, tubarões-baleia, golfinhos, raias e tartarugas marinhas nadam surpreendentemente próximo da costa. E como decoração adicional, um barco e três tanques (afundados propositadamente para enriquecer a experiência submarina) completam a paisagem submarina.\n

A experiência também pode ser exclusiva em alguns clubes de mergulho. Se vários hotéis têm praias privadas, os clubes dispõem de recifes próprios. Como o Murjan, 10 quilómetros a sul de Aqaba, que, além de vários cursos, oferece aos clientes uma piscina para descansar, um restaurante e outras atividades aquáticas, como vela, surf ou esqui aquático.

No golfo de Aqaba também há muita vida sobre a água. Barcos à vela, surfistas, windsurfistas, esquiadores sobre a água, pescadores… Os hotéis da zona, como o Mövenpick Resort Residences Aqaba, e os clubes, como o Murjan ou o Aqaba Surf Center, disponibilizam a maioria destes desportos aquáticos. Há inclusivamente opções para aqueles que não se querem molhar. Como os enormes barcos com fundo de vidro que permitem ver o fundo marinho sem necessidade de mergulhar.

O mar é hoje o protagonista indiscutível de Aqaba, pelo que talvez o próximo sucesso de Hollywood rodado na cidade seja As vinte mil léguas submarinas ou uma nova sequela de À Procura de Nemo.\n

Algumas empresas de mergulho organizam excursões noturnas, nas quais podemos observar caranguejos, camarões e lagostas à procura do jantar.

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Do mar para a mesa

Muitos dos peixes que vemos debaixo de água podem depois ser saboreados nos restaurantes. O marisco e o peixe fresco são os protagonistas na região. Também podemos degustar cozinha árabe e o típico syadeyeh, um arroz cozido com peixe e vegetais aromatizados com especiarias locais.\n

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Jovens

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É verdade que Nova Iorque nunca dorme?

A hiperatividade d’ “a cidade que nunca dorme” é contagiosa. Quando existem tantas opções para passar a noite em branco, quem é que quer dormir?\n

O

s médicos, as revistas de domingo e as supermodelos aconselham dormir oito horas por dia. Não dizem é quando, nem onde. Nem o que acontece se estiver em Nova Iorque e os seus planos de lazer se elevam ao quadrado, à noite.

Na cidade dos arranha-céus é possível fazer praticamente tudo depois do pôr-do-sol. Desde comprar um iPhone na loja Apple da Quinta Avenida, até suar na sala de fitness de um ginásio 24 horas, na moda entre os yuppies de Wall Street. A maioria das lavandarias, lojas delicatessen e pizarias de 99¢/fatia abre até altas horas da noite. Também há um bowling para noctívagos, The Gutter, em Williamsburg, onde os strikes costumam aparecer de madrugada, mesmo antes de fechar, pelas 4h00. 

Os cabeleireiros e centros de beleza estão presentes na tendência de pernoitar. Como o Red Market Salon, conhecido pelo seu horário noturno e o seu ambiente glamoroso, com exposições de arte e atuações de DJ locais. Fundado por David Cotteblanche e Reynald Ricard, dois estilistas com excesso de trabalho. Tiveram de começar a atender os seus clientes de noite, no seu apartamento, e verificaram que aí havia um nicho de mercado. Exportaram esta ideia para Miami e muitos locais começam a fazer o mesmo.\n

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Foto: Roman Arkhipov

Não é só o McDonalds que abre 24 horas por dia, as bancas de rua também oferecem snacks de madrugada.

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O House of Yes, em Brooklyn, demonstra que a noite nova-iorquina é mais jovem do que nunca.

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Para os madrugadores (ou demasiado noctívagos)

Na primeira quarta-feira de cada mês, várias galerias do MoMA abrem das 7h30 às 9h00 para que turistas e locais possam visitá-las sem a habitual agitação. O programa intitula-se Quiet Mornings e inclui sessões voluntárias de meditação. Os bilhetes custam 12 dólares.\n

Não existe melhor forma de se preparar para uma noite louca do que passar pelo cabeleireiro antes da festa. O Beauty Bar optou por unir ambos os conceitos, cosmética e copos. Num salão de beleza decorado ao estilo dos anos quarenta, com secadores de pé, tipo “capacete”, oferece manicure e coquetéis, por dez dólares, até às 23h00, de segunda a domingo.

No meio de tantos planos noturnos, sair à noite soa até aborrecido. Contudo, jamais subestime a cidade que iluminou o Studio 54 e o Cotton Club. House of Yes é uma das propostas mais originais. Uma mistura de espetáculos circenses, cinema imersivo, cabaret e burlesco, com raves à luz do dia e brunch. É em Brooklyn e o seu objetivo, noite após noite, é “excitar os sentidos e expandir a mente”. E consegue.
Os que fogem das luzes LED e da música ensurdecedora podem relaxar nos bares de jazz, a outra banda sonora da cidade, em espaços como o Smalls Jazz Club, onde há música até bem depois da meia-noite.\n

Foto: Joshua K. Jackson

Para ver as luzes noturnas da cidade pode subir ao Empire State, até às duas da manhã.

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O metro funciona 24 horas por dia, embora nem todas as estações estejam abertas à noite.

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Também não faltam os planos relaxantes, como os propostos pelo Juvenex Spa, um spa de luxo em Koreatown que abre durante 24 horas, todos os dias da semana. Para levar o relaxamento ao nível seguinte é preciso marcação prévia em Lift e experimentar as cabines de flutuação. É possível flutuar durante toda a noite à sexta e ao sábado e experienciar um estado “parecido com o do sonho”.

No entanto, não é necessário flutuar para ter essa sensação. Quem já passou uma noite a deambular por Nova Iorque sabe disso. As ruas, iluminadas pelas luzes de néon dos escritórios, parecem estar sempre alerta. À espera de uma aventura, seja a que hora for. Como dizia Simone de Beauvoir: “Há algo no ar de Nova Iorque que faz com que dormir seja inútil”. Ámen.\n

O metro está aberto 24 horas. Também o ferry para Staten Island. O barco parte do centro financeiro e oferece algumas das melhores vistas, tanto de dia como de noite. À medida que se afasta de Manhattan, o skyline revela-se em todo o seu esplendor. Em seguida, a Estátua da Liberdade e Ellis Island.\n

Para além dos táxis amarelos

Os cabeleireiros e centros de beleza estão presentes na tendência de pernoitar

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Top 6A

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TOP 6A

Seis infernos na Terra

Se tiver a coragem de chegar perto destes acidentes geográficos, acreditará ter alcançado o submundo. Cuidado, que queimam!

Darvaza (Deserto de Karakum, Turquemenistão)

Há mais de 30 anos a arder no deserto de Karakum. Conhecido como “a porta do inferno”, o poço de Darvaza não tem origem vulcânica, mas humana. É o resultado de uma perfuração numa gruta de gás natural feita na década de 70.

Vulcão Masaya. (Granada, Nicarágua)

O odor a enxofre já dá uma pista sobre o que está à espera de quem se aproximar de Masaya. Para o ver é preciso pagar 100 córdobas (os visitantes nacionais pagam 30). Devido à sua grande atividade recebe cerca de 120 mil turistas por ano.

Dallol (Deserto de Danakil, Etiópia)

Lagoas ardentes, geiseres fumegantes e temperaturas que ultrapassam os 60 graus. Esta é a carta de apresentação da cratera de Dallol, no deserto de Danakil, a zona de menor altitude de todo o continente africano.

Lanzarote (Ilhas Canárias, Espanha)

Se existe algo que torna conhecida esta ilha canária é a sua origem vulcânica. A paisagem entre vermelhos, ocres, negros e laranjas – como a do Parque Nacional do Timanfaya – advém de várias erupções vulcânicas, ocorridas nos séculos XVIII e XIX.

Kawah Ijen (Java, Indonésia)

Neste vulcão indonésio existe um lago rodeado de rochas amarelas tingidas pelo enxofre. Repleto de minerais durante o dia, ao cair da noite o enxofre em combustão provoca fogos azuis que brilham na escuridão.

Lago Natron (Vale do Rift, Tanzânia)

Por estar muito perto de um estratovulcão, o lago de água salgada entre o Quénia e a Tanzânia está repleto de compostos químicos. Tanto que pode provocar queimaduras na pele e nos olhos.

A terra que engole

Lar de morcegos

África ardente

Fogo, cinza e rocha

Explosão azul

O lago que queima

Travelbeats

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Travelbeats

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A jaula da morte

Se pensa que nadar com tubarões já está muito visto, então Crocosaurus Cove (Darwin, Austrália) é o lugar ideal para si. Aí poderá mergulhar durante 15 minutos com um crocodilo enorme. Aquele que é conhecido como um crocodilo marinho é o maior réptil e predador ribeirinho do planeta. A jaula, projetada para uma ou duas pessoas, mergulha 12 vezes ao dia, mesmo no momento em que os répteis são alimentados para aumentar o seu movimento e o prazer dos valentes mergulhadores. Se não for de emoções fortes, no parque existe a maior mostra do mundo de répteis da Austrália, com mais de 200 crocodilos.\n

Foto: Thierry Nava - Groupe F

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Bem-vindos à festa do Rei Sol

Luís XIV era literalmente o rei da festa ou da soirée à francesa. Durante o seu reinado, o Palácio de Versalhes (a 20 quilómetros de Paris) foi palco de faustosas celebrações. De facto, a primeira que deu durou uma semana inteira. Graças ao Festival de Versalhes (de 14 de maio a 14 de julho), qualquer bon vivant que se preze poderá reviver o esplendor do século XVII e o início do século XVIII.\n

Foto: Zoey Huang

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O brunch da moda em Hogwarts

Esqueça a pousada The Three Broomsticks (As Três Vassouras) e o pub Leaky Cauldron (Caldeirão Escoante). O lugar mais cool entre os magos é o Platform 1904, em Singapura. O café-restaurante é inspirado no mundo de Harry Potter e oferece mágicas criações, como pannacota “de magia negra” ou o Copo dos Três Magos, um esponjoso cupcake caseiro com trufas de chocolate branco.\n

Foto: jetalone via Visualhunt.com / CC BY

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Os últimos samurais

Se existe um lugar que reúne os 47 ronin e os sete samurais de Kurosawa, esse lugar é Soma. Nesta cidade do município de Fukushima a criação de cavalos está muito enraizada. São cerca de 400 equídeos – com a permissão dos cavaleiros – os protagonistas de uma das tradições mais antigas, mantidas nesta zona este do Japão, baseada na tradição samurai. Trata-se do festival Soma-Nomaoi, que se realiza durante três dias em julho: 23, 24 e 25.  Na noite de 22 é dado o tiro de início do festival, com cerimónias de inauguração em três santuários: Ota, Odaka e Nakamura.\n

Foto: The Scallywags 1 / theadventurist.com

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O rali mais longo do mundo

As regras do Mongol Rally são simples. Primeiro, conduza um carro pequeno que não supere as 125 cilindradas; segundo, está por sua conta, não há apoio da organização; terceiro, dê mil libras a alguma ONG. O rali mais longo do mundo está assente nestas três premissas. São quase 15 mil quilómetros de percurso, com partida no Reino Unido e meta na Sibéria, na cidade de Ulan-Ude. Aqui não ganha o que chega primeiro. O triunfo é chegar. É uma autêntica proeza, se tivermos em atenção que não há apoio por parte da organização, nem ao longo do percurso, nem uma rota definida.\n

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